As 6 horas da manhã a música fidelity- Regina Spektor começou, era o alarme do celular dizendo que sabia ver o tempo passar. Pulei da cama quase que inconsciente, lavei o rosto, escovei os dentes, vesti uma roupa qualquer, tênis, e o cabelo em um rabodecavalo tradicional, peguei a mochila em cima da velha poltrona amarela e saí. Coloquei meus fones de ouvido e aí sim o dia começou. Decidi, seria melhor que ontem, e essa mania de observar até as linhas da sua nuca progrediu nessa minha curiosidade de tentar entender o mundo, meu mundo e o seu também. Virei a primeia direita procurando não procurar você com essa sua sina de querer corromper minha rotina e todas minhas direções.
E, quando cheguei ao final da seguna rua, decorei até a pedra fora do lugar, o cachorro que parava de latir, e a velha senhora dizendo que não valia mais a pena viver. Só pra saber exatamente onde exatamente seus passos acabavam ou começava. Mas, o meu objetivo sempre foi não te encontrar.
Cruzando a 4º da velha avenida é que tudo se torna mais interessante, já podia escutar o barulho do mar mesmo estando com o volume alto de Vanessa Carlton. É porque já guardei até o cheiro dos lugares que você pisa.
Já sinto minhas veias dilatarem, meu peso dobrar, meu tamanho diminuir, e de repente o ar se torna novo e vejo você sorrindo porque sabe da minha falta de jeito pra ser normal quando estou com você.
Me achou ali, bem a onde eu sabia que ia achar e mesmo já sabendo não é fácil desviar do caminho, aquele que sempre te faz ficar perdida.
Você me olho como quem diz sabia que me encontraria, e eu retribuo dizendo você é que entrou no meu caminho. me responde, mas se você não me quisesse de verdade já teria trocado de caminho.
Prometi que meu dia seria melhor. E desde o dia que te encontrei com esse mesmo sorriso vestindo essa alegria que me faz sentir medo, tudo só melhora e o meu temor passa ser o dia em que isso tudo vai virar só lembraça e meus dias não poderam ser melhores porque agora que você sabe me achar não preciso mais procurar ninguém.
Como sempre o tempo briga com a gente e decide sumir. A terra faz o sol se esconder e o meu caminho de volta aparecer.
Jogo a mochila na poltrona, a música acaba e vivo para viver o próximo dia.



